Mesmo sem vencer há 11 jogos, diretoria mantém confiança em Cauan de Almeida e aumenta pressão por reação do Avaí na Série B

A grave crise vivida pelo Avaí na Série B do Campeonato Brasileiro ganhou mais um capítulo nesta quarta-feira. Apesar de a equipe acumular 11 partidas consecutivas sem vitória e ocupar a 18ª colocação na tabela, a diretoria decidiu manter o respaldo ao técnico Cauan de Almeida, apostando na continuidade do trabalho para tentar evitar um aprofundamento da crise.

A confirmação veio por meio do diretor de futebol Pedro Costa, durante entrevista coletiva na Ressacada. Em vez de anunciar mudanças ou admitir uma avaliação mais dura do desempenho da equipe, o dirigente optou por reforçar a confiança na comissão técnica e no elenco, mesmo diante de uma sequência que já coloca o Avaí entre os times mais pressionados da competição.

A permanência de Cauan de Almeida ocorre em um momento em que os resultados se tornaram cada vez mais difíceis de justificar. O time não vence há quase três meses, perdeu posições importantes na classificação e passou a frequentar a zona de rebaixamento, cenário que preocupa a torcida e aumenta os questionamentos sobre a capacidade da equipe de reagir.

Durante seu pronunciamento, Pedro Costa reconheceu a delicada situação vivida pelo clube, mas também destacou as dificuldades financeiras enfrentadas pelo Avaí. Embora tenha afirmado que os problemas econômicos não servem como desculpa para os resultados dentro de campo, o dirigente admitiu que as limitações impactam diretamente a montagem e a manutenção do elenco.

O discurso, no entanto, pode encontrar resistência entre os torcedores, que veem a equipe apresentar pouca evolução em campo rodada após rodada. A falta de vitórias, a dificuldade ofensiva e a incapacidade de transformar boas atuações pontuais em resultados concretos têm alimentado a insatisfação nas arquibancadas.

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre a confiança demonstrada pela diretoria e os números recentes da equipe. Com apenas uma vitória nas últimas semanas e um aproveitamento em queda livre, o Avaí passou de candidato ao G-4 para integrante da zona de rebaixamento, acendendo um sinal de alerta sobre os rumos da temporada.

Ao pedir apoio da torcida, a direção tenta reconstruir a união entre clube e arquibancadas, mas sabe que a paciência do torcedor avaiano está cada vez menor. Afinal, mais do que discursos de confiança, a equipe precisa apresentar respostas dentro de campo.

O próximo compromisso será neste domingo, diante do Cuiabá, na Ressacada. A partida ganha contornos decisivos não apenas para a recuperação na tabela, mas também para medir até quando a confiança da diretoria em Cauan de Almeida resistirá caso os resultados continuem não aparecendo.

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