A sessão plenária da tarde desta quarta-feira (22) foi marcada por homenagens, cobranças na área da saúde e debates sobre políticas públicas em Santa Catarina.
O deputado Maurício Eskudlark (PL) abriu os pronunciamentos destacando o Dia dos Policiais Civis e Militares, celebrado em 21 de abril, data dedicada a Tiradentes, patrono das corporações. Em razão de problemas de saúde que o impedem de falar, o parlamentar utilizou inteligência artificial para transmitir sua mensagem no telão. Ele relembrou sua trajetória de 31 anos na Polícia Civil e ressaltou o compromisso dos profissionais da segurança pública com a população. Eskudlark também sugeriu a ampliação da entrega de novas carteiras funcionais para policiais aposentados, como forma de reconhecimento pelos anos de serviço.
Na sequência, a deputada Paulinha (Podemos) abordou um caso ocorrido no Hospital Regional de Biguaçu, onde uma recém-nascida morreu após a mãe permanecer mais de 30 horas em trabalho de parto induzido antes da realização de uma cesariana. A parlamentar criticou a conduta relatada e reforçou que mulheres atendidas pelo SUS devem ter garantido o direito de optar pelo parto cesáreo, especialmente em situações de risco. O tema integra um projeto de lei em discussão, conhecido como “projeto das 39 semanas”, que tramita na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Paulinha pediu celeridade na análise da proposta e defendeu medidas para combater a violência obstétrica. Ela também lamentou os cinco casos de feminicídio registrados no estado no último fim de semana e destacou a importância de políticas de proteção às mulheres.
Durante o espaço do PL, o deputado Marcius Machado elogiou ações voltadas ao bem-estar animal, como o mutirão de castração realizado em Papanduva, que atendeu mais de 200 animais por meio do programa “Pet Levado a Sério”. Ele também citou iniciativas de municípios como Rio das Antas, que implantou microchipagem para identificação de animais, além de ações semelhantes em Videira, Fraiburgo e Lebon Régis. O parlamentar destacou o investimento estadual de R$ 1 milhão em programas de castração, vacinação e identificação, e criticou a prefeitura de Iomerê por não aderir à iniciativa.
Encerrando os pronunciamentos do partido, o deputado Sargento Lima fez críticas à burocracia enfrentada por empreendedores e à distribuição de recursos federais. Segundo ele, Santa Catarina recebe em investimentos uma parcela inferior ao que arrecada em tributos, enquanto outros estados teriam maior retorno proporcional. O parlamentar afirmou que a situação gera insatisfação entre os contribuintes e cobrou mais investimentos em áreas como infraestrutura, saúde e segurança.



