Um seminário realizado na última sexta-feira (20), na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), em Florianópolis, reuniu autoridades, especialistas e representantes de entidades para discutir os impactos da crise climática em Santa Catarina e apresentar estratégias de enfrentamento.
O evento foi promovido pela Apremavi, em parceria com a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Alesc, com apoio do governo do Estado e de organizações socioambientais.
Santa Catarina está entre os estados brasileiros com maior registro de desastres naturais, incluindo enchentes, enxurradas e ciclones. Entre os episódios mais relevantes estão as enchentes de 1983 e 1984, o Furacão Catarina, a catástrofe climática de 2008 e as chuvas intensas de 2023.
A abertura contou com a participação do deputado estadual Marquito, presidente da comissão organizadora; da presidente da Apremavi, Miriam Prochnow; da promotora de Justiça Stephani Gaeta Sanches; e de Mariane Murakami, representante da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e da Economia Verde.
A programação incluiu painéis e debates sobre políticas públicas, conservação ambiental e adaptação às mudanças climáticas. Entre os temas abordados estiveram restauração da Mata Atlântica, segurança hídrica, transição energética, agroecologia, agricultura familiar, financiamento climático e ampliação de áreas protegidas.
Durante o encontro, foi apresentado o relatório “A Terra Pede Cuidado”, elaborado pela Comissão de Meio Ambiente da Alesc. O documento reúne propostas discutidas em conferências regionais realizadas em 2025 nos municípios de Lages, Joinville, Criciúma, Florianópolis e Chapecó, com foco em ações de mitigação e adaptação climática.
A programação teve início com a conferência “Panorama geral das mudanças climáticas”, ministrada por Suely Araújo, ex-presidente do Ibama e integrante do Observatório do Clima. Na sequência, o professor aposentado da Universidade Federal de Santa Catarina, João de Deus Medeiros, apresentou um diagnóstico das mudanças climáticas no estado.
O seminário também contou com mesas de debate com representantes do poder público, setor produtivo, academia e sociedade civil, voltadas à sistematização de propostas e encaminhamentos relacionados à agenda climática em Santa Catarina.



