Santa Catarina deve encerrar 2025 com crescimento econômico acima da média nacional. A estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) do estado aponta alta de 3,9%, superando os 2,3% projetados para o Brasil. Com isso, o PIB catarinense deve atingir cerca de R$ 604,1 bilhões. Os dados são elaborados pela Diretoria de Políticas Públicas da Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan), com base em mais de 25 indicadores econômicos estaduais e nacionais. Por serem projeções, os números funcionam como uma prévia, já que os dados oficiais costumam ser divulgados com dois anos de defasagem.
Segundo o governador Jorginho Mello, mesmo diante de um cenário internacional desafiador, o estado mantém um desempenho expressivo. Ele ressalta que Santa Catarina segue crescendo acima da média do país e até de economias desenvolvidas, destacando a capacidade de reação e উদ্যোগ da população catarinense.
O secretário de Estado do Planejamento, Fabricio Oliveira, atribui o resultado positivo à força de setores estratégicos. Ele destaca que, enquanto o crescimento nacional é mais moderado, Santa Catarina mantém indicadores consistentes. Um exemplo é a indústria de transformação, que cresceu 3,2% em 2025, enquanto a média brasileira teve leve retração de 0,2%, conforme dados do IBGE. Esse desempenho coloca o estado com o maior avanço da região Centro-Sul.
Na indústria, o destaque ficou para o setor de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos, que registrou alta de 10,8%. Também tiveram bom desempenho os segmentos de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (7,2%), máquinas e equipamentos (6,3%), alimentos (5,9%) e minerais não metálicos (5,1%). O avanço foi impulsionado tanto pela construção civil quanto pelo consumo interno e pelas exportações.
O setor de serviços também apresentou crescimento relevante, com alta de 3,2% no estado, acima da média nacional de 2,8%, segundo o IBGE. Foi o quinto ano consecutivo de expansão em Santa Catarina e o terceiro seguido acima do desempenho brasileiro. Entre os destaques estão os serviços profissionais e administrativos (5,8%), informação e comunicação (5,1%) e serviços às famílias (2,9%). Já o comércio, principal segmento do setor, cresceu 2,8% — bem acima da média nacional de 0,1% — mantendo uma sequência positiva iniciada em 2017.
Na agropecuária, o crescimento foi ainda mais expressivo, com avanço de 12,9% em 2025. O resultado foi puxado principalmente pela agricultura, cujo volume de produção cresceu 21%, de acordo com análises da Epagri/Cepa. Entre as culturas com maior expansão estão trigo, cebola, milho e fumo, além de soja, arroz, feijão e tomate.
A pecuária também manteve trajetória positiva, com crescimento de 3,7% — o sétimo ano consecutivo de alta. A produção de frangos aumentou 2,7% e a de suínos, 2,1%, ambas com recordes nas exportações. O bom desempenho foi impulsionado pela demanda interna aquecida, aumento da renda e cenário externo favorável. A bovinocultura também registrou resultados expressivos, com níveis elevados de abate e valorização dos preços.
Os dados integram a nova edição do Boletim de Indicadores Econômico-Fiscais de Santa Catarina, recém-divulgado pela Seplan. O material traz uma análise detalhada do desempenho econômico do estado em 2025, com avaliações do economista Paulo Zoldan sobre os principais indicadores e o comportamento dos diferentes setores da economia catarinense.



