A Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) aprovou, na sessão ordinária desta terça-feira (17), o projeto de lei que institui o Programa Santa Catarina Games e Entretenimento Digital (SC Games). A proposta, de autoria do deputado Ivan Naatz (PL), ainda passará pela votação da Redação Final antes de seguir para sanção do governador.
De acordo com o texto, o programa tem como objetivo impulsionar o setor de jogos e entretenimento digital no estado, com iniciativas voltadas à capacitação de profissionais, divulgação de produtos catarinenses e incentivo à integração entre instituições de ensino, centros de pesquisa e o mercado. A execução ficará sob responsabilidade da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação de Santa Catarina (SCTI).
Autor da proposta, Ivan Naatz destacou que o projeto foi construído em parceria com o governo estadual, universidades e entidades do setor. Segundo ele, a medida busca fortalecer uma indústria em crescimento, considerada limpa e com grande potencial de geração de emprego e renda.
O deputado Matheus Cadorin (Novo) também defendeu a iniciativa, ressaltando a expansão do mercado de games no cenário internacional. Ele afirmou que a indústria já supera, em arrecadação, segmentos tradicionais como o cinema, e que Santa Catarina precisa acompanhar essa evolução.
Debate sobre combustíveis
Durante a sessão, o deputado Sargento Lima (PL) criticou o governo federal, apontando falta de controle nos gastos públicos como um fator que dificulta a criação de reservas financeiras para enfrentar crises, como a alta nos preços dos combustíveis em meio a conflitos no Oriente Médio.
O parlamentar também alertou para o risco de paralisação de caminhoneiros, em razão do aumento do preço do diesel, destacando impactos diretos na economia e no custo de vida da população.
Agricultura familiar em pauta
Já o deputado Fabiano da Luz (PT) criticou o que considera falta de apoio do governo estadual à agricultura familiar. Ele citou o veto a um projeto de sua autoria que previa a obrigatoriedade de o Estado adquirir ao menos 30% dos alimentos da produção familiar — medida que, segundo ele, poderia injetar cerca de R$ 125 milhões por ano no setor.
Fabiano também destacou a redução no número de famílias no campo e as dificuldades enfrentadas pelos produtores, como excedentes de produção em itens como leite e cebola. Em contrapartida, mencionou ações do governo federal, como o Plano Safra, voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar.
Por fim, o parlamentar comentou a nomeação de uma pessoa investigada para um cargo comissionado na Celesc, levantando questionamentos sobre a gestão e a transparência na administração pública estadual.



